2017: ano de muitas lutas

Estamos finalizando o tempo de Natal e esta semana termina 2016 e começará o ano de 2017. Muitos perguntam sobre o ano novo. Como será? Vai melhorar a economia e teremos mais empregos? Teremos mudanças na política, e nos governos? A saúde, a segurança, a educação, a vida do povo vai melhorar? Muitos querem mudanças.

Não sei quais as respostas. Mas sei que o ano de 2017 será um ano de muitas lutas. Os acontecimentos e eventos de 2016 têm grandes reflexos na vida do povo brasileiro e dos amazonenses para o novo ano.

O Golpe contra a Democracia e o afastamento da Dilma; o governo ilegítimo e machista do Temer que assume extinguindo a presença das mulheres; as eleições municipais de pouca renovação nas prefeituras e câmaras municipais; as investigações da Lava Jato direcionadas para perseguir o Lula e o PT e deixando de punir as centenas de políticos de todos os partidos comprovadamente envolvidos na corrupção; e as medidas e retrocessos do governo golpista que retira direitos sociais, que congela investimentos em áreas sociais, na saúde e na educação; que inviabiliza as aposentadorias dos trabalhadores e acaba com direitos trabalhistas; todos motivos mais que suficientes para mobilizar a sociedade .

E serão lutas que exigem participação de todos que acreditam na Justiça, nos Direitos Humanos, que querem o respeito à Democracia, que querem respeito à vida. Vislumbro que 2017 vai exigir dos movimentos sociais, dos sindicatos dos trabalhadores, dos políticos de esquerda, do cidadão que se preocupa com a vida do povo, que venham ir á às ruas, que se manifestem, que enfrentem todos esses retrocessos que estão impondo a vidas do povo. Será um ano de muitas lutas.

No ano novo também queremos paz. Todos nós queremos paz. Almejamos um ano com menos violência e intolerâncias, e mais respeito, mais vida, mais paz. Todo o dia primeiro do ano, participo da Caminhada pela Paz na Cidade Nova. Antes, por muitos anos acontecia na Compensa. Várias comunidades realizam atos semelhantes, caminhando nas ruas e manifestando o desejo de paz.

Mas não teremos paz, enquanto não houver justiça. Justiça com os mais pobres. Não há paz com tantos jovens sendo assassinados e dependentes de drogas. Não há paz com tantas mortes no trânsito. Não há paz com agressões e violências contra crianças e idosos, às vezes dentro das famílias. Não há paz com o desemprego, com hospitais sem médicos e atendimentos, e escolas abandonadas. A paz é fruto da Justiça. Vamos lutar por justiça.

O Papa Francisco disse que a “Paz que Deus deseja semear no mundo deve ser cultivada por nós, deve ser conquistada”. E diz mais o Papa, “isto comporta uma verdadeira luta, um combate espiritual, que tem lugar em nosso coração. Porque a inimiga da paz não é somente a guerra, mas também a indiferença, que faz pensar somente em si mesma e cria barreiras, suspeitas, medos, fechamentos. Temos tantas informações, graças a Deus, mas às vezes somos tão bombardeados por notícias que ficamos distraídos da realidade do irmão e da irmã que tem necessidades de nós. Comecemos a abri r o coração, despertando a atenção pelo próximo. Este é o caminho para a conquista da paz”.

Mas o Papa é ainda mais instigante quando nos conclama as lutas e diz ”Digamos juntos do fundo do coração: nenhuma família sem teto, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos, nenhum povo sem soberania”.

É isso aí. Que no ano de 2017 sejamos sinal de esperança, de misericórdia, de perdão. Devemos acreditar na vida, lutar pela vida, lutar pelos direitos humanos. Sempre pedindo a força de Deus, que não promete mudanças mágicas, mas acredita na nossa capacidade de lutar pela justiça e pela paz.

Que vivamos o novo ano com as bênçãos constante no Livro dos Números (6:24-26), proclamada nas celebrações do Dia Mundial da Paz: “O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a Sua face e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o Seu rosto e te dê a Paz!”.

Muitas lutas, mas também muita saúde, prosperidade, vida e paz em 2017 para todos e todas.

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